Tornar-se Professora Performer Pesquisadora

um réquiem para uma servidora pública da Rede Municipal de ensino de São Paulo

Autores

  • Denise Pereira Rachel CIEJA Ermelino Matarazzo

Resumo

Este artigo parte da forma literária-musical réquiem para apresentar pensamentos esparsos e fragmentários a respeito do processo de tornar-se professora performer pesquisadora de Denise Rachel. Na tentativa de escapar das armadilhas narcísicas que podem incorrer em uma escrita que contém elementos autobiográficos, optou-se pelo recurso narrativo em terceira pessoa. Dessa forma, almeja-se abrir espaço para um certo distanciamento necessário à problematização de uma perspectiva meritocrática em torno de uma trajetória de vida que pode ser lida como “bem-sucedida”, ao ser assimilada por uma lógica capitalista globalitária neoliberal. Assim, pretende-se demonstrar que tornar-se professora performer pesquisadora consiste em um processo complexo, inconcluso, dependente de uma coletividade e vinculado a aspectos sócio-histórico-culturais.

Biografia do Autor

Denise Pereira Rachel, CIEJA Ermelino Matarazzo

Doutora em Arte e Educação pelo PPGA-IA/UNESP (2019), com a pesquisa  "Escrever é uma maneira de sangrar: estilhaços, sombras fardos e espasmos autoetnográficos de uma professora performer". Mestre em Arte Educação pela UNESP (2013), com a pesquisa "Adote o artista não deixe ele virar professor: reflexões em torno do híbrido professor performer", que se tornou um livro. Possui graduação em Educação Artística - Habilitação em Artes Cênicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP/2003). É integrante do grupo de estudos Performatividades e Pedagogias, coordenado pela Profª Drª Carminda Mendes André. Atualmente, é professora de artes na Rede Municipal de ensino de São Paulo e integrante do Coletivo Parabelo, que desenvolve pesquisa em torno das relações entre corpo, performance, cidade e educação. Lecionou no curso de Pedagogia da UniCeu/Unesp (2016-2019).

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Publicado

2025-12-31