Teatro e Artivismo Indígena de Jaider Esbell Para Uma Educação Decolonial

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Resumo

Este artigo busca refletir sobre o artivismo de Jaider Esbell como inspiração para uma metodologia de ensino de teatro baseados nos estudos sobre decolonialidade. A partir da necessidade de romper com epistemologias eurocêntricas e valorizar os saberes indígenas, propõe-se a utilização do teatro como prática pedagógica que fomente o pensamento crítico, a desconstrução de estereótipos e a construção de um ambiente educativo intercultural. O objetivo da pesquisa é realizar uma provocação a partir das obras e da atuação de Esbell, em que o teatro passa a ser um espaço de resistência, permitindo que estudantes vivam a cosmovisão indígena e se engajem em processos de criação artística alinhados à educação antirracista e decolonial. Como metodologia, usamos a pesquisa bibliográfica e documental, dialogando com a Lei 11.645/08, a Base Nacional Comum Curricular, e com os desafios de sua implementação, destacando o ensino do teatro na superação dessas limitações e na promoção de uma educação mais justa e plural. Como resultado, percebemos que o artivismo indígena, entendido como a interseção entre Arte e Ativismo, se apresenta como uma abordagem potente para transformar o ensino, romper estereótipos, promovendo a afirmação identitária e o enfrentamento ao racismo estrutural. PALAVAS-CHAVE: Artivismo Indígena. Educação Decolonial. Teatro.

Biografia do Autor

Paulo Reis Nunes, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás

Ator, bailarino e docente em Artes Cênicas (Teatro e Dança). Desenvolve pesquisas na área de caracterização (maquiagem), dança, expressão corporal, performance, arte-educação e Arte Queer. Doutor em Artes Visuais na Universidade de Brasília UnB (2019); Mestre em Performances Culturais na Universidade Federal de Goiás UFG (2015); Especialista em Gênero e Sexualidade na Universidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ (2014); Especialista em Filosofia da Arte na Universidade do Estado de Goiás UEG (2008); Bacharel e Licenciado em Artes Cênicas na UFG (2006). Licenciado em Dança na UFG (2018); Licenciado em Pedagogia no Centro Universitário Internacional UNINTER (2020). Têm experiência na área de Teatro e Dança, com ênfase em Interpretação Teatral, jogos teatrais, estágios e formação de professores, performance, técnicas de dança e caracterização. Pesquisa a Performance Drag-queen como movimento artístico. Foi professor substituto no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da Universidade Federal de Goiás (CEPAE/UFG); foi professor efetivo na Secretaria de Estado da Educação de Goiás SEDUC/GO, trabalhando no Centro de Ensino e Pesquisa Ciranda da Arte, onde atuou como bailarino-intérprete no Grupo Experimental de Dança Ciranda da Arte.

Karen Kywsy Barroso de Sales, Universidade de Brasilia

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), na área de Comunicação, Territorialidades e Saberes Amazônicos, com foco na linha de pesquisa Estudos de Mídia, Território e Processos Comunicacionais. Graduanda em Licenciatura em Teatro pela Universidade de Brasília (UnB - EaD) e graduada em Ciências Biológicas, com ênfase em Biologia Molecular Estrutural e Funcional, pela Universidade Federal de Roraima (UFRR). Integrante do Grupo Criart Teatral-RR desde 2001, atuando como atriz, produtora, mobilizadora cultural e professora de teatro.

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Publicado

2025-12-31